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12/05/2012

Rahsaan Roland Kirk

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The Entertainer (Scott Joplin)

Do LP "The Case of the 3 sided Dream in Audio Color - Rahsaan Roland Kirk". Atlantic. 1975.
Capa de Stanislaw Zagorski.

Rahsaan Roland Kirk ( saxofones, flauta, trumpete, "strtchaphone" & "manzello")
Cornell Dupree, Keith Long & Hugh McCracken (guitarras)
Arthur Jenkins, Hilton Ruiz & Richard Tee (teclados)
Francisco Centeno, Metathias Pearson & Bill Sater (baixos)
Sonny Brown, Steven Gadd & John Goldsmith (baterias)
Lawrence Killian (congas)
Ralph MacDonald (congas & percussão)
Pat Patrick (sax barítono)

Arranjo em estílo blues  de William Eaton para o ragtime "The Entertainer" de Scott Joplin.

01/05/2012

Lester Young

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These Foolish Things (remind me of you)
(Eric Mashwitz/ Jack Strachey/ Harry Link)

Lester Young (sax)
Bill Potts (piano)
Norman Williams (baixo)
Jim Lucht (bateria)

Do LP "Lester Young in Washigton, D.C. vol. II. 1956. Pablo Live.

"Pres" inspirado, em uma noite de dezembro de 1956, acompanhado pelo trio da Olivia's Patio Lounge, em Washigton.

30/04/2012

Jazz Side of The Moon (The Music of Pink Floyd)

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Delicados timbres de jazz para os clássicos floydianos.

Time/ Any Colour You Like
(R. Waters/D. Gilmour/ N. Mason/ R Wright)

Adaptação para o jazz feita pelos músicos:

Sam Yahel (órgão Hammond B3)
Mike Moreno ( guitarras elétrica e acústica)
Ari Hoenig (bateria)
Seamus Blake (sax tenor)

Gravado em  setembro de 2007, na St. Peter's Episcopal Church, NYC.

Retirado do LP de 180 g  "Jazz Side of the Moon (The Music of Pink Floyd)

04/03/2012

Oscar Peterson & Roy Eldridge

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Blus for Chu (Peterson / Eldridge)

Do LP "Oscar Peterson & Roy Eldridge". Pablo Records. 1974.

Oscar Peterson (órgão)
Roy Eldridge (trumpete)

Esta gravação traz a rara arte do órgão no jazz, aqui em duo com trumpete, sem seção rítmica. A mão direita de Oscar Peterson faz as vezes do baixo, e o afinado diálogo entre os dois músicos é construído sobre uma sonoridade e timbre únicos.

20/02/2012

Arnaut Daniel

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Chanson do.ill mot son plan e prim (Arnaut Daniel)

Retirado do LP "Music of the Middle Age - Troubadour and Trouvère Songs (XII & XIII Centuries). Expériences Anonymes (EA-0012). 1956."

Russell Oberlin (contratenor)
Seymour Barab (alaúde)

A poesia trovadoresca surgiu no sul da França, entre os séculos XII e XIII, e como escreveu Augusto de Campos, em seu livro "Mais Provençais", foi "a ponta de meada das poéticas européias, a de Dante e de Petrarca, a de Villon e a de Chaucer, e a dos primeiros poetas portugueses".

A exata data desta composição de Arnaut Daniel não é conhecida, mas provavelmente foi ao final do século XII.

Arnaut Daniel era um "jongleur", uma espécie de cantor popular profissional itinerante, frequentador das cortes de Paris, Aragão e de Richard I da Inglaterra.

Dante o encontrou no sétimo terraço do Purgatório, o dos luxuriosos, e com reverência escreveu no Canto XXVI:

"Ó irmão", respondeu-me, "aquele à frente"
(e uma sombra apontou, discreta e calma)
"na língua mãe foi que eu mais eminente.

A todos excedeu nos versos de alma
e no romance; embora algum estulto
ao de Limoges atribua a palma,

* Quem fala a Dante, apontando a sombra de Arnaut Daniel, é o poeta Guido Guinizelli, e o poeta de Limoges, por Dante considerado menor que Arnaut, é Geraldo de Borneil.

Mais à frente, ainda no Canto XXVI, é Arnaut que se dirige a Dante em provençal, aqui na tradução de Cristiano Martins, na edição da "Divina Comédia" da EDUSP.1979:

E sua voz se fez, então, ouvir:
"Tanto me penhoraste me saudando,
que não posso, nem quero, me encobrir.

Sou Arnaldo, que choro e vou cantando:
Medito no passado e torpe ardor,
a salvação  futura prelibando.

E ora te exorto, pelo grão valor
que te conduz ao cimo da escalada,
que te recordes lá da minha dor!"

Abaixo o fac-símile do encarte do disco com a letra da canção em provençal  e em inglês. Transcrevo em seguida a tradução de Augusto de Campos, retirada do livro "Mais Provençais - Cia das Letras. 1987


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CANÇÃO DE AMOR CANTAR EU VIM

Canção de amor cantar eu vim
ao ver o verde do capim
e o campo enfim
cheio de cor
de muita flor
e verde ver a folha,
para que o ar
no meu cantar
os pássaros recolha.

Recolho o som do ar assim
e para revivê-lo em mim
eu canto, sim,
pois sei compor
com arte e ardor
e Amor não há quem tolha;
nalgum lugar
vou encontrar
alguém, não tenho escolha.

Se escolhe Amor ao amador
o faz escravo de um senhor:
aonde for,
o faz voar
e revoar
ao vento como bolha;
triste e ruim
é sempre o fim
de quem Amor acolha.

Assim acolhe com calor
a dama bela ao trovador,
mas o temor
do mau olhar
não quer deixar
que Amor aflore e colha
em seu jardim
a flor carmim
que a inveja aferrolha.

Ferrolhos põe, para apartar
a bela dama do seu par
e a exilar
nalgum confim,
longe, sem-fim;
por isso o olhar se molha
de ira e dor,
por não dispor
da flor, que se defolha.

Desfolha, a flor, a descorar,
mas sua cor há de voltar,
pois meu trovar,
claro clarim,
não há Caim
que a ouvi-lo não se encolha,
nem fingidor
ou traidor
que ele não desacolha.

À Dama ama e olha
Arnaut, cantor,
que ante esse Amor
todo outro amor se esfolha.

14/02/2012

Thelonious Monk

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Ask me Now (Thelonious Monk)

Steve Lacy (sax soprano)
Charlie Rouse (sax tenor)

Tema retirado do LP "That's The Way I Feel Now - A Tribute to Thelonious Monk". A&M Records. 1984.

Carla Bley, Johnny Griffin, Dr. John, Gil Evans, Elvin Jones, Bobby McFerrin, Charlie Rouse , Sleve Lacy e outros gravaram este LP duplo, integralmente dedicado a composições de T. Monk